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domingo, 30 de agosto de 2009

Parlendas





Parlendas

O que são.

As parlendas são versinhos com temática infantil que são recitados em brincadeiras de crianças. Possuem uma rima fácil e, por isso, são populares entre as crianças. Muitas parlendas são usadas em jogos para melhorar o relacionamento entre os participantes ou apenas por diversão. Muitas parlendas são antigas e, algunas delas, foram criadas, há décadas. Elas fazem parte do folclore brasileiro, pois representam uma importante tradição cultural do nosso povo.

sábado, 29 de agosto de 2009

Boitatá




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Bumba-meu-boi


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Desenho do Folclore



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Dobraduras


Boto cor-de-rosa/ Saci Pererê

Personagens do Folclore Brasileiro




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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Lenda Folclórica do Boto

Boto

Lenda muito comum na Região Norte do Brasil, consiste num encantamento que os Botos possuem, este encantamento faz com que nas primeiras horas da Noite, principalmente em dias de Festas, os Botos se transformam em Rapazes Altos, Fortes, muito bonito e bem vestidos. Sempre a procura de festas e de muita mulher bonita para namorar. Chegando na festa eles dançam, bebem, paqueram, se comportam como um rapaz normal, e antes do dia nascer eles retornam para os Rios, pois o seu encantamento só dura a noite e voltam a ser botos novamente.

Lenda Folclórica Caipora

Caipora

Dizem que o caipora (ou caapora) é um espírito que aparece sob a forma de um moleque pelado e peludo, montado num porco do mato. Vive nas matas. Ora é um índiozinho, como o curupira, só que com os pés normais ora tem um pé só, como o Saci, ou só um olho. Dizem que é doido por fumo, parando todo viajante para conseguir uma pitada. O Caipora protege os animais selvagens e prejudica os animais domésticos. Contam que ele é capaz de ressucitar um animal morto. Os caboclos caçadores respeitam por medo a ele, algumas regras: não perseguem fêmeas grávidas e nem filhotes de qualquer animal, não caçam à sexta-feira em noite de luar e nem aos domingos e dias santos.

Lenda Folclórica Mapinguari

Mapinguari

O Mapinguari é uma Lenda derivada de algumas lendas dos Índios da Região Amazônica. Segundo esta Lenda, alguns índios ao atingirem uma idade mais avançada evoluiriam e se transformariam em Mapinguari e passariam a habitar o interior da Florestas passando a viver apenas no seu interior e sozinhos. Características: O Mapinguari é um ser muito alto apresenta aproximadamente altura entre 1,80m à 2,00m, muito forte, sua pele do corpo é igual a do Jacaré, porém muito mais resistente o que lhe dá uma grande proteção, as mãos grandes, pés grandes e grandes dentes.

Lenda Folclórica da Cuca

Cuca

"Durma nenê/senão a Cuca vem aí, papai foi a roça/mamãe logo vem"

Muitos brasileiros ouviram de suas mães ou de suas babás canções que falavam da Cuca. Em Minas Gerais chamam Coca. Cuca ou Coca, ainda Ticuca, como é conhecida em Pernambuco, trata-se do ente que faz parte das assombrações infantis e que aparece em todas as regiões do Brasil. É o nosso fantasma. E o nosso papão feminino que aparece à noite para amedrontar e carregar no saco as crianças que insistem em permanecer acordadas, fazendo estripulias. A maneira que descrevem-na variai embora predomine mais a idéia de alguma coisa que a própria criança possa imaginar para assombrá-la. Em Pernambuco, por exemplo, aparece com algumas características da clássica ilustração da bruxa nos contos infantis: magra, velha enrugada, corcunda, sempre à espreita de crianças que desobedecem os pais na hora de ir para cama. Faltam-lhe, no entanto, a vestimenta preta, o chapéu pontiagudo e a vassoura.

Lenda Folclórica da Iara

Iara

A Iara é uma sereia das águas, de grande beleza, que mora nas lagoas e que surge repentinamente para atrair os viajantes descuidados. Quem escuta o canto da Iara fica encantado e é atraído para o fundo da lagoa. Lá, entre milhares de sereias, num palácio de coral e pérolas, é realizado o casamento pelo Rei dos Mares.

Lenda Folclórica do Lobisomem

Lobisomem

Quando é noite de sexta-feira, à meia noite, ele procura uma encruzilhada, atira-se no chão e começa a rolar na poeira. Logo se transforma em Lobisomem. O Lobisomem é o sétimo filho homem de um casal: o caçula. É fácil se saber quem é o Lobisomem: o predestinado costuma ser amarelo e muito magro. Como ele precisa de sangue, depois que se transforma em Lobisomem anda à procura de algum leitãozinho, cachorro novo, e até crianças de colo. E em último caso, ataca mesmo gente grande. Antes de amanhecer, o Lobisomem sempre procura um cemitério e lá consegue voltar a forma humana. Se nesta hora alguém conseguir fazer um ferimento nele com um espinho especial, ele não se transformará em bicho.

É noite de quinta para sexta-feira. Uma chuva fina cai sobre a cidade deserta e um vento forte sopra sobre suas ruas. Um homem caminha depressa pelas ruas mal-iluminadas. Ao ouvir um estranho ruído, apressa ainda mais o passo. Porém, sente que está sendo observado. Completamente apavorado, começa a correr. Na esquina vê um vulto escuro. Sentindo que está prestes a se tornar sua vítima, grita por socorro. Mas de nada adianta. Desesperado, cai de joelhos ao chão e com os olhos cheios de lágrima vê a criatura atacar. Com uma dentada no pescoço, o Lobisomem suga seu sangue. Seu corpo fica inerte no chão. Meio bicho, meio gente, a besta sai em disparada para atacar outras possíveis vítimas. Quando o galo começa a cantar, o Lobisomem retoma a sua condição anterior: volta a ser homem, cansado e com os cotovelos cobertos de sangue. Isolado, fica aguardando a próxima oportunidade em que voltará a atacar suas vítimas.

Lenda Folclórica da Mandioca

Mandioca

Nani era uma linda menina, filha de uma índia. Desde que nasceu andava e falava. De repente morreu sem ficar doente e sem sofrer. Foi enterrada e todos os dias sua sepultura era regada, até que nela surgiu uma planta desconhecida, que cresceu e deu frutos. Os pássaros comiam esses frutos e ficavam embriagados. Finalmente, a terra abriu-se e os índios encontraram uma raiz branca como o corpo de Nani. Essa raiz, que passou a ser usada como alimento pelos selvagens, é a mandioca.

Lenda Folclórica Romãozinho

Romãozinho

Romãozinho era o menino levado, que fazia muita estripulia. E, de ruim que era, arrancava pernas às formigas, roubava filhotes de pássaros nos ninhos, gozando a dor das formiguinhas e a aflição das indefesas aves. Amaldiçoado pela mãe, a quem fez uma grande injúria. Desapareceu misteriosamente nas florestas e vive, até hoje, errante, assombrando viajantes e habitantes do Vale do Paraná. Conforme observação do autor (Teixeira, 1941:365), sua área de ação corresponde ao norte e nordeste do estado (esquecendo-se de que suas andanças alcançam o sertão da Bahia). Sua origem é atribuída ao elemento negro.

Lenda Folclórica da Vitória-Régia

Vitória-Régia

Era uma vez uma Tribo de índios que vivia às margens do grande rio. Nos iguarapés silenciosos as cunhãs cantavam e sonhavam seus lindos sonhos de virgens. As cunhãs ficavam horas e horas mirando a beleza da lua branca, o fascinar das estrelas, o céu recamado de constelações. O aroma da noite tropical embalava os sonhos. Um dia, neca-neca, a cunhã mais sonhadora, subiu numa árvore mais alta para ver se pegava a lua. Não conseguiu. Pressurosa com suas companheiras, noutro dia, foram aos montes distantes para tocarem com as mãos a lua, as estrelas. Nada, quando lá chegaram a lua estava tão distante que voltaram tristonhas para suas malocas, e, na rede onde se embalavam, embalaram a desilusão. Ficaram tristes, porque, caso tocassem a lua ou as estrelas, tornar-se iam uma delas. Noutra noite, Neca-neca, deixou sua rede, muito tristonha, desiludida porque não conseguira apanhar a lua. Eis que olha e vê na água remansosa do lago a lua branca ali refletida. Era uma noite de lua cheia. Lá estava a lua grande bela, refletida nas águas. Sua imobilidade no lago tranqüilo era um convite. A cunhã alegrou-se. Certamente ela veio banhar-se nas águas do lago para que eu pudesse apanhá-la. Veio satisfazer os meus pedidos feitos em pensamento. Ela veio, lançar-se as águas profundas, misteriosas e desaparece. Mas a lua apiedou-se da cunhã e transformou-a numa flor, a vitória-régia. É por isso que a vitória-régia tem o mais oloroso dos perfumes. É inebriante. Suas pétalas são estiradas à flor da água para melhor receberem a luz da lua. É por isso que, em noites de lua cheia, as cunhãs que são vitórias-régias, aparecem no meio da flor que tem um brilho todo especial. Os raios brancos da lua são como véus de noiva a cobrir todas as flores do lago e ofuscam tanto, que mais parecem ''estrelas d'água a disputar o seu brilho com milhares de vaga-lumes, que povoam a noite tropical.

Lenda Folclórica Pé-de-Garrafa

Pé-de-Garrafa

Segundo a lenda, o Pé-de-Garrafa é um ser que habita as florestas do Paraná, não há evidências da origem dessa lenda, segundo afirmam muitas pessoas este ser é muito difícil de aparecer para uma pessoa, pois muitos dizem que ele evita ao máximo o contato, porém costuma atrair as pessoas quando quer.

Lenda Folclórica Mula -Sem -Cabeça

Mula-Sem-Cabeça

Ente sobrenatural muito comum no Brasil. Em alguns lugares do país, é também conhecida como ''Burrinha'', ''mula-do-padre'', ou ''Cavalo-sem-Cabeça''. É muito comum, principalmente, nos Estados de Goiás e Mato-Grosso, sendo um dos mitos mais controvertidos do folclore brasileiro. Segundo dizem, todas as mulheres que forem amantes de um padre, se transformarão em mula-sem-cabeça. Trata-se de um animal forte, bravio, sem cabeça, que possui fortes patas, calçadas com ferraduras que podem ser de aço ou prata. Seu relincho é tão estridente que pode ser ouvido bem distante, algumas vezes geme como um ser humano e solta fogo pelo pescoço. Coitado daquele que atravessar no seu caminho! A mula-sem-cabeça costuma aparecer na meia noite da quinta-feira para sexta-feira. Se alguém for bastante corajoso para lhe arrancar o cabresto, conseguirá quebrar o encanto. Ou então, se algum valente conseguir picá-la com um alfinete, e se sangrar, a encantada perde o seu encantamento.

Lenda Folclórica Negrinho do Pastoreio

Negrinho do Pastoreio

Um fazendeiro muito rico e avarento vivia nos pampas do Rio Grande do Sul. Somente três coisas despertavam seu interesse : seu filho, maldoso como ele, um cavalo baio e um pequeno escravo, Negrinho, que se considerava afilhado da Virgem Nossa Senhora.

Certo dia, um vizinho fez-lhe um desafio: provar numa corrida de cavalos qual possuía o melhor cavalo.

Por ordem do fazendeiro, o negrinho iria montar seu cavalo. A largada foi dada e no final da corrida o avarento fazendeiro viu seu baio perder. Aquilo foi demais para seu orgulho, e resolveu castigar o pobre menino, amarrando-o a um poste e surrando-o com um chicote.

Ainda não satisfeito, ordenou que o pobre garoto passasse 30 dias sozinho pastoreando 30 cavalos. Cansado e ferido pelas chicotadas, o menino seguiu seu caminho e acabou adormecendo. Porém, ao acordar, percebeu que os cavalos tinham sido roubados.

O filho do fazendeiro correu para contar ao pai, que novamente repetiu o castigo e ditou que procurasse o que perdera.

Recorrendo a sua Santa Madrinha, o Negrinho partiu em busca dos cavalos com uma vela na mão. Conforme a cera da vela derretia, os pingos que caiam no chão iluminavam seu caminho. Acabou encontrando a tropa de cavalos e seguiu levando-a de volta para casa.

Porém, ao adormecer, novamente o filho do fazendeiro espantou os cavalos.

Em casa o maldoso fazendeiro surrou o pobre menino e o amarrou preso a um formigueiro. Passados três dias, foi ver como o negrinho estava. Ficou muito surpreso ao ver que o menino se encontrava em pé sobre o formigueiro, acompanhado do cavalo baio e dos demais e pela Virgem Nossa Senhora, que zelava por seu afilhado.

Apavorado, o homem caiu de joelhos diante do Negrinho, que saiu em disparada com seu cavalo baio pastoreando a tropa.

Até hoje dizem que quem perder qualquer coisa deve acender uma vela à Virgem Nossa Senhora que faz com que o Negrinho encontre o objeto perdido.

Se ele não encontrar, ninguém mais o encontrará.

Lenda Folclórica do Curupira

Curupira

O Curupira era considerado por alguns religiosos como "um demônio" que machucava e matava os índios... Mau e feio, o Curupira é descrito como um anão ruivo, de pés virados, calcanhares para frente. Os índios tinham tanto medo do Curupira, que deixavam para ele oferendas no meio da mata para que ele abrandasse seus castigos. o Curupira era considerado o demônio da floresta pois provocava pavores inexplicáveis e esquecimentos, fazia caçadores se perderem. Mas era também, na mesma intensidade com que persegue o homem, o grande protetor de todas as árvores. E isso no tempo em que não existiam ecologistas e defensores do meio ambiente. O Curupira detesta alho e pimenta. É o gênio da floresta e mora dentro de árvores gigantes. Ao que consta, teria origem pré-Colombiana, asiática, um mito passado aos nossos índios pelos primeiros navegantes.

Lenda Folclórica do Boitatá

Boitatá

Há registro de que a primeira versão da história foi feita pelo padre José de Anchieta, que o denominou com o termo tupi Mbaetatá - coisa de fogo. A idéia era de uma luz que se movimentava no espaço, daí, "Veio a imagem da marcha ondulada da serpente ". Foi essa imagem que se consagrou na imaginação popular Descrevem o Boitatá como uma serpente com olhos que parecem dois faróis, couro transparente, que cintila nas noites em que aparece deslizando nas campinas, nas beiras dos rios. Em Santa Catarina, a figura aparece da seguinte maneira: um touro de "pata como a dos gigantes e com um enorme olho bem no meio da testa, a brilhar que nem um tição de fogo". A versão que predominou foi a do Rio Grande do Sul. Nessa região, narra a lenda que houve um período de noite sem fim nas matas. Além da escuridão, houve uma enorme enchente causada por chuvas torrenciais. Assustados, os animais correram para um ponto mais elevado afim de se protegerem. A boiguaçu, uma cobra que vivia numa gruta escura, acorda com a inundação e, faminta, decide sair em busca de alimento, com a vantagem de ser o único bicho acostumado a enxergar na escuridão. Decide comer a parte que mais lhe apetecia, os olhos dos animais. E de tanto comê-los vai ficando toda luminosa, cheia de luz de todos esses olhos. O seu corpo transforma-se em ajuntadas pupilas rutilantes, bola de chamas, clarão vivo, boitatá, cobra de fogo. Ao mesmo tempo a alimentação fruga! deixa a boiguaçu muito fraca. Ela morre e reaparece nas matas serpenteando luminosa. Quem encontra esse ser fantástico nas campinas pode ficar cego, morrer e até enlouquecer. Assim, para evitar o desastre os homens acreditam que têm que ficar parados, sem respirar. e de olhos bem fechados. A tentativa de escapulir apresenta riscos porque o ente pode imaginar fuga de alguém que ateou fogo nas matas. No Rio Grande do Sul, acredita-se que o "boitatá" é o protetor das inatas e das campinas. A verdade é que a idéia de uma cobra luminosa, protetora de campinas e dos campos aparece freqüentemente na literatura, sobretudo nas narrativas do Rio Grande do Sul.