quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Lenda Folclórica do Lobisomem

Lobisomem

Quando é noite de sexta-feira, à meia noite, ele procura uma encruzilhada, atira-se no chão e começa a rolar na poeira. Logo se transforma em Lobisomem. O Lobisomem é o sétimo filho homem de um casal: o caçula. É fácil se saber quem é o Lobisomem: o predestinado costuma ser amarelo e muito magro. Como ele precisa de sangue, depois que se transforma em Lobisomem anda à procura de algum leitãozinho, cachorro novo, e até crianças de colo. E em último caso, ataca mesmo gente grande. Antes de amanhecer, o Lobisomem sempre procura um cemitério e lá consegue voltar a forma humana. Se nesta hora alguém conseguir fazer um ferimento nele com um espinho especial, ele não se transformará em bicho.

É noite de quinta para sexta-feira. Uma chuva fina cai sobre a cidade deserta e um vento forte sopra sobre suas ruas. Um homem caminha depressa pelas ruas mal-iluminadas. Ao ouvir um estranho ruído, apressa ainda mais o passo. Porém, sente que está sendo observado. Completamente apavorado, começa a correr. Na esquina vê um vulto escuro. Sentindo que está prestes a se tornar sua vítima, grita por socorro. Mas de nada adianta. Desesperado, cai de joelhos ao chão e com os olhos cheios de lágrima vê a criatura atacar. Com uma dentada no pescoço, o Lobisomem suga seu sangue. Seu corpo fica inerte no chão. Meio bicho, meio gente, a besta sai em disparada para atacar outras possíveis vítimas. Quando o galo começa a cantar, o Lobisomem retoma a sua condição anterior: volta a ser homem, cansado e com os cotovelos cobertos de sangue. Isolado, fica aguardando a próxima oportunidade em que voltará a atacar suas vítimas.

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